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Férias escolares – diversão x cautela


Férias escolares – diversão x cautela - Esporte Conviver

Duas vezes por ano – no verão e no inverno – as crianças brasileiras podem aproveitar um período de descanso: as férias escolares. Variando em duração, as escolas concedem esse tempo para que os pequenos recuperem as energias e voltem para uma nova etapa de aprendizado. Entretanto, se o momento é de paz e curtição para as crianças, para os adultos a situação é diferente: é nesse período que a maioria dos acidentes domésticos relacionados aos pequenos acontece e isso exige atenção.

As férias são sim um momento de bagunça liberada e muita festa e brincadeira, mas a supervisão dos adultos precisa ser redobrada nessa época do ano. Isso porque o tempo livre das crianças em casa somado a eventual falta de disponibilidade dos pais para programas de lazer acaba aumentando o índice de acidentes. Por muitas vezes as crianças não conseguem reconhecer muito bem um perigo e essa falta de limite possibilita um bocado de arranhões, fraturas e, possivelmente, acidentes mais graves.

Mas, nesse caso, vale sempre seguir a velha sabedoria popular que pregava que “o seguro morreu de velho” ou que é sempre “melhor prevenir do que remediar”. Com uma boa cultura de prevenção, os adultos podem garantir que ao menos 90% dos possíveis acidentes com seus pequenos sejam evitados. Nessas práticas estão a adaptação de espaços em que a criança vive, a adoção de dispositivos de segurança pela casa e a atenção às escadas, quinas de móveis e piscinas.

Para garantir que seu filho vai aproveitar as férias escolares tranquilamente, confira os 6 principais pontos de atenção quando o assunto é cuidar dos pequenos em recesso:

Afogamento

Piscina, praia, rio, lago ou cachoeira: alguém conhece alguma criança que não gosta disso? Os pequenos adoram brincar na água, principalmente durante o verão, e por isso a atenção precisa ser redobrada. Ainda mais porque o afogamento é a principal causa de morte infantil e isso é um fato.

Para evitar acidentes, vale sempre ficar atento e não descuidar nem por um minuto. Equipamentos de segurança, como alarmes na piscina, também podem ajudar. Existem escolas de esporte em São Paulo que oferecem aula de sobrevivência na água e natação para crianças, garantindo a segurança infantil. Além disso, é sempre importante manter baldes e banheiras vazias e sempre longe do alcance dos mais novinhos, pois sua curiosidade pode ser fatal.

Quedas

Quem não conhece ou até mesmo não viveu uma daquelas histórias de crianças que brincavam na laje ou na varanda de casa e caíram de lá? Pois é, este é um risco muito comum. Sendo assim, mantenha sempre redes de proteção e portas bem seguras e não desgrude dos pequenos.

No caso de acidente, não hesite em levar a criança ao pronto-socorro imediatamente, incentivando-a a dizer o que está sentindo e que partes de seu corpinho estão doendo. Nos casos mais graves, contate a emergência o mais rápido possível.

Dente quebrado

Com tanta agitação e energia, alguns tombos de bicicleta, patinete, patins ou skate podem acontecer. Com isso, para garantir que eles sejam minimizados, fiscalizar os pequenos para que usem os devidos equipamentos de segurança (capacete, joelheira e cotoveleira) é essencial. Se ainda assim o acidente acabar ocasionando um dente quebrado, não se desespere: apesar do sangramento intenso que a área bucal pode proporcionar, lave bem a área com água corrente, estanque o sangue com uma gaze ou pano limpo e procure atendimento médico.

Alergia a picadas

Os insetos costumam aterrorizar algumas crianças, alérgicas ou não. Para que eles não sejam um problema, vale começar repelindo os mosquitinhos indesejados (aromas de eucalipto e limão podem ajudar nessa tarefa). Tome sempre muito cuidado com o uso de repelentes, já que algumas crianças não podem usá-los. Ingerir muita Vitamina B também é uma maneira de afastar os insetos, mas, caso aconteça uma picadinha, a dica é lavar o local com água misturada com amido de milho: a receita vai secar as feridinhas e aliviar a coceira.

Insolação