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A influência da prática da Ginástica no desenvolvimento motor das crianças e adolescentes

Atualizado: Mai 21



As atividades físicas e esportivas são consideradas importantes meios de promoção da saúde, do desenvolvimento da personalidade dos indivíduos e da oportunidade de ascensão e integração social (COLLET, 2008). Cada vez mais, temos o esporte como norteador da busca por comportamentos éticos a da prática da pelas boas virtudes. Isso faz do esporte um importante aliado para promover experiências que exijam tomadas de decisão, não só em relação aos aspectos motores, mas também no que se refere aos componentes afetivos e socioemocionais. Esse processo que se inicia na infância, em particular na escola, pode ser complementado em instituições que possibilitam a realização de atividades organizadas e monitoradas, adequadas ao nível de desenvolvimento geral em que a criança se encontra (COLLET, 2008).


Dentre todos os benefícios que o esporte pode promover, o desenvolvimento motor é um dos mais observados e mensurados em pesquisas científicas. Collet (2008) realizou um estudo com o objetivo de analisar o nível de coordenação motora de escolares da cidade de Florianópolis. Participaram do estudo 243 escolares, de 8 a 14 anos, da rede estadual de ensino. Todas as crianças foram submetidas a testes de coordenação motora. Os resultados foram analisados sob diversas perspectivas. Entre elas, observou-se que os praticantes de esportes em horário extra-classe possuíam índices mais elevados de coordenação motora.


Indo além do esporte como um todo, Werner, Willians e Hall (2015), apontam que a Ginástica, de modo geral, exerce função extra, auxiliando os praticantes no aprendizado de movimentos importantes para mover seus corpos de forma segura e eficaz. Completam ainda que, a ginástica ajuda no desenvolvimento das habilidades fundamentais de estabilidade, locomoção e manipulação, sendo a última mais evidente na Ginástica Rítmica (GR), além de estimular a resistência, força, flexibilidade, agilidade, coordenação, consciência corporal e espacial.



Pensando nisso, Dutra (2018), realizou um estudo que teve como objetivo geral identificar os padrões motores de habilidades fundamentais de estabilidade, locomoção e manipulação, em escolares praticantes de ginástica rítmica. Participaram do estudo 20 crianças, com idade entre 9 e 12 anos, praticantes de Ginástica Rítmica em um projeto de uma escola da rede pública estadual, na cidade de Florianópolis. Os resultados indicaram que todas as crianças avaliadas atingiram o estágio de padrão maduro em todas as habilidades estudadas, com exceção de uma criança que apresentou o padrão elementar na habilidade de rolamento. Sendo assim, ela concluiu que a prática da ginástica rítmica possibilita inúmeros benefícios motores para as crianças praticantes desta modalidade, considerando-se que contribui para o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais, que irão influenciar num indivíduo autônomo durante suas atividades cotidianas.


Em um outro estudo, Couto (2013) teve como objetivo comparar os níveis de melhoria psicomotora em crianças praticantes e não praticantes de GR. A pesquisa foi realizada em uma academia que desenvolve um trabalho de GR e em uma escola pública da cidade de Córrego Fundo/MG. Como instrumento de avaliação, foi utilizada uma bateria psicomotora, em que foram avaliados alguns dos elementos básicos, como o equilíbrio, a organização espacial e a motricidade global dessas crianças. De acordo com os resultados, as alunas não praticantes de GR atingiram um desempenho psicomotor inferior ao das praticantes de GR, o que confirma a hipótese levantada no estudo, de que a prática da GR pode interferir positivamente no desenvolvimento psicomotor de crianças.


Em uma análise parecida, Nascimento e Dionísio (2018), apresentaram um trabalho que teve como objetivo avaliar e comparar o desenvolvimento motor de crianças da ginástica artística e escolares que não praticam atividade física. Essas crianças foram submetidas a uma ficha de avaliação estruturada, seguida de uma avaliação, assim como no outro estudo, através da bateria psicomotora. A partir da análise dos resultados, observou-se que os ginastas tiveram maior evidencia na pontuação diante dos escolares não praticantes de atividade física.


Em outro estudo, Azevedo (2012), teve como objetivo verificar a influência de um programa de iniciação à GR sobre o desenvolvimento motor e a percepção de competência de crianças. Participaram do estudo 18 meninas divididas em 2 grupos, um composto apenas de estudantes participantes do programa de eduação física escolar, concomitantemente ao de iniciação à GR, e o outro de participantes apenas do mesmo programa de educação física escolar. Os resultados do estudo também apontaram uma diferença significativa no desenvolvimento motor, tanto nas habilidades locomotoras, quanto nas habilidades de controle de objetos, tendo uma superioridade do grupo que participava do programa de iniciação à GR.


Tendo em vista todos os estudos apresentados, é possível concluir que as modalidades de ginástica, por possuírem características próprias, servem para aumentar os estímulos motores e desafiar o aluno a buscar sempre mais. Uma vez que as práticas de brincadeiras e jogos infantis estão cada vez mais precárias no cotidiano das crianças, as modalidades de ginástica se destacam como esportes privilegiados, que oferecem as crianças desde cedo as inúmeras possibilidades de práticas motoras - como mostrado até aqui - e também socioemocionais, como confiança, extroversão, autocontrole, disciplina, socialização, ajudando no desenvolvimento tanto do gesto motor quanto na capacidade social, gerando pessoas melhores e mais bem preparadas para lidar com as circunstâncias que a vida nos proporciona.


Referências


Azevedo, K. A influência de um programa de ginástica rítmica sobre o desenvolvimento motor e a percepção de competência de crianças. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2012.


Collet, C; Folle, A; Pelozin, F; Botti, M; Nascimento, J. Nível de coordenação motora de escolares da rede estadual da cidade de Florianópolis. Rev Motriz, Rio Claro, v.14 n.4, p.373-380, out./dez. 2008.


Couto, C. Comparação da mlhoria psicomotora em criançasde 6 a 10 anos praticantes de ginástica rítmica com crianças não praticantes. Formiga, Minas Gerais, 2013.


Dutra, L. Padrões motores de escolares praticantes de ginástica rítmica. Florianópolis, Santa Catarina, 2018.


Nascimento, B; Dionísio, J. Avaliação do desenvolvimento motor em crianças da ginástica artistica. Uberlândia, Minas Gerais, 2018.


Quintilio, N; Marconi, J; Rabelo, I. Escola de Educação e Valores Olímpicos (EEVO - 15): O desafio de mensurar valores humanos na prática educativa. Olimpianos – Journal of Olympic Studies, 2018.


Werner, P; Williams, L; Halt, T. Ensinando ginástica para crianças. Editora Manole, ed. 3, p. 234, Barueri, São Paulo, 2015.

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